Magnifique
Scan cedido por Sra. Fujiwara
Nome: Mana ()
Nascimento: 19 de Março
Tipo sanguíneo: O
Nacionalidade: Japonesa
Província: Hiroshima
Profissão: Músico, Compositor, Estilista
Site oficial: Monologue+Theater (em japonês)
Fã-clube oficial: Mon+amour (em inglês)

Para a maior parte dos seus admiradores, Mana é uma verdadeira incógnita. Oficialmente, o que se sabe a respeito desse artista japonês é muito pouco para que se possa escrever uma biografia. As informações de que dispomos são relativas basicamente a sua personagem como músico renomado e conhecido internacionalmente, obtidas através de entrevistas. Além disso, é uma das suas principais características não mencionar sua vida privada, o que acaba aumentando ainda mais a aura misteriosa que gira em torno dessa figura peculiar. Some-se a isso o fato de que ele não costuma falar em público e que criou para si um universo particular que exalta o oculto e então vemos surgir um homem amado e odiado, admirado e desprezado, respeitado e incompreendido, imitado e invejado, mas que se utiliza dessa dualidade de sentimentos que inspira para justamente acender a chama da curiosidade no seu público e isso – é inegável – ele faz com inigualável maestria.

Portanto, resta-nos um trabalho quase restaurador de tentar reconstruir sua personalidade a partir de declarações e interpretações de atitudes ao longo desses mais de 15 anos de carreira. Mas isso, ao contrário do que possa parecer, constitui um prazer extra para quem o acompanha de perto. Sabemos ao certo que Mana nasceu dia 19 de Março na província de Hiroshima, sendo filho de pais músicos e deveras exigentes. Como consta na teoria da personalidade baseada no tipo sanguíneo – bastante apreciada no Japão – sendo de sangue O, Mana exibe grande controle de suas emoções e é cheio de autoconfiança. Algo que conseguimos perceber claramente ao seguir seu percurso artístico até os dias de hoje. Segundo declarações próprias, foi uma criança tranqüila, que tomou gosto pela música clássica na infância, mas que sempre se interessou por assuntos obscuros, em especial pela figura envolvente dos vampiros. Como a maioria, passou por uma difícil fase de busca da personalidade durante os últimos anos da adolescência e foi justamente no fim desse período que começou a construir os alicerces do mundo que hoje tenta divulgar através da música.

Assim passou a incorporar roupas femininas no seu dia a dia, o que até hoje causa certa dúvida quanto à sua sexualidade entre os menos informados. Principalmente devido aos trejeitos delicados, à linguagem extremamente polida e às feições andróginas salientadas pelo excesso de maquiagem com que sempre se apresenta. Ainda que nunca tenha declarado nada a respeito, há indícios de que seja heterossexual por já ter afirmado que apenas representa seu ideal de mulher e, ao fazê-lo, quebra a barreira do sexo imposta em boa parte das sociedades atuais. Tal princípio, muito bem conservado desde sua primeira banda conhecida (“Girl’e”, onde se apresentava com o codinome de “Serina”), exemplifica uma intensa fidelidade aos seus conceitos, inclusive em termos musicais, o que é freqüentemente mal-interpretado como vaidade exacerbada e profundo egoísmo: qualificações imediatamente abolidas quando temos a oportunidade de conhecê-lo um pouco mais. Dessa forma sua pessoa parece reinar intacta sobre críticas devido à liberdade de expressão que possui ao dispor de gravadora (Midi:Nette) e grife (Moi-même-Moitié) próprias.

Magnifique
Scan cedido por Sra. Fujiwara
Essa liberdade, aliás, é essencial para quem não se apega a estereótipos e faz questão de não reproduzir, seja na música, seja na moda, conceitos amplamente aceitos ou extremamente generalizantes. Como artista ele também é único e livre o bastante para produzir suas obras em total harmonia com seus mais sinceros ideais. Cada álbum, por exemplo, é cuidadosamente estudado de forma individual, criado a partir da elaboração criteriosa de uma história, desenvolvido qual trilha sonora de filme para compor o plano de fundo de algo maior e que, por isso mesmo, apenas pode ser apreciado em sua totalidade quando devidademente inserido no respectivo contexto. O mesmo acontecendo com as peças da sua loja, que surgem como figurinos de uma outra realidade, com coleções que se mantêm fiéis ao conceito original de mistério e inocência até hoje. Apenas isso já demonstra o perfeccionismo que envolve todos os seus projetos e a dedicação insaciável para atingir com exatidão milimétrica o que foi imaginado. Uma característica que parece acompanhá-lo mesmo no dia a dia, dos assuntos triviais, como a culinária, aos mais importantes, como o ato de compor, e que gera sempre muita polêmica relativa a um possível centralismo na sua vertente musical.

Mas ao contrário do que muitos imaginam, Mana goza de respeito e admiração pelo conjunto do seu talento entre os artistas que trabalham ou já trabalharam ao seu lado. E apesar dos boatos quanto a intrigas e desentendimentos com músicos com quem dividiu o palco, nada jamais foi confirmado por nenhuma das partes envolvidas. O sufixo “-sama” (), incorporado ao seu nome com bastante freqüência, por exemplo, não faz parte da assinatura do próprio, mas é utilizado como sinal de deferência por todos aqueles que o consideram. Aliás, quanto maior o contato com sua pessoa, maior a admiração uma vez que se descortina aos nossos olhos um homem de alma jovem e de gostos particulares bastante simples, embora curiosos. Mana não é apenas um ótimo músico e estilista, mas alguém inteligente, articulado, que respeita a família, de mente aberta, sensível, modesto, que possui os pés no chão e tem excelente senso de humor. Segue sua própria visão de mundo sem se preocupar com a opinião alheia, e procura justamente despertar esse sentido nos outros, fazendo com que cada um busque seu caminho. Além disso, como homem, não se envergonha de expressar seu lado feminino, muito pelo contrário; tem orgulho disso, vendo beleza naquilo que é verdadeiro.

Como todo bom japonês, dedica-se com afinco a extrair de si o melhor em absolutamente tudo o que faz e, graças a isso, tem conseguido estabelecer notoriedade até mesmo fora da sua terra natal. O respeito, carinho e consideração por seus fãs são evidentes onde quer que se apresente, sendo os membros do seu fã clube oficial, por exemplo, freqüentemente agraciados com lembranças particulares. Apesar de não se expressar através da fala em público, desenvolveu também uma linguagem corporal que complementa a forma que escolheu para descortinar seu interior: a música. Para entendê-lo, como já declarou, basta ouvir seus trabalhos, prestar atenção no significado oculto das suas letras, analisá-las juntamente com ele nas entrevistas, observar seus gostos e atitudes nas apresentações. Aí encontraremos um homem perfeitamente normal e excessivamente carismático, que se destaca em uma sociedade tão imitativa como a nossa justamente por respeitar a si mesmo em todos os aspectos da sua vida.

Por Sra. Fujiwara

Voltar

This is an unofficial site made from and to Brazilian fans. All our material is property of our own staff members and/or is being used with written permission of their true owners with full credit. Out of respect for the official fan club rules we do not share any Mon+amour information and/or pictures. Official names, images and lyrics are property of Midi:Nette; we do not have or claim to have any contact with them other than that of any admirer. If you have questions, doubts or sugestions concerning this space, please, feel free to write to webmistress@m10m.com.br