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Deep Sanctuary - Osaka 17 de Julho de 2009
Eu sabia que esse fim de semana seria maravilhoso, mas bem cansativo, então tenho me preparado para ele há um bom tempo. Em especial adiantando as coisas porque meu semestre está acabando essa semana e a quantidade de afazeres é absurda. Eu não poderia ir a essa turnê em circunstâncias normais. Mas quando se trata do Mana posso dizer que tenho sorte sempre: essa sexta foi de folga e segunda é feriado nacional no Japão, então estou podendo aproveitar tudo de consciência tranqüila.
Parti para Osaka as 4:30 da manhã com o sol ainda nascendo. Um ponto preto e Aristocrat no meio de ruas cinzentas e vazias. E pela primeira vez, às 7:13am, peguei o Shinkansen (trem bala), o que por si foi bastante interessante. Cheguei em Osaka cerca de três horas depois e, para minha felicidade, os céus tinham dado um descanso nesse calor infernal de verão e enviado chuva leve, o que tornou o dia mais tolerável.
Fiquei rondando por cafés em Shinsaibashi, olhando algumas das suas centenas de lojas famosas, até as 4:00pm, uma hora antes do previsto para a troca do e-mail de reserva do Mon+amour pelo ingresso. Peguei o de número 4, para minha surpresa, porque apesar de ter reservado no dia que o fã clube anunciou a turnê, eles demoraram bastante para confirmar.
Fui a primeira a chegar e porque sempre estou perguntando a todos se estou no lugar certo (não confio no meu senso de direção), fiz amizade com um staff extremamente simpático, que ficou me ajudando e seguindo para conversar até minutos antes do show começar.
Aos poucos mais pessoas foram aparecendo, quase todas usando Moi-même-Moitié e algumas poucas vestindo camisetas do Közi. Também vi alguns dos rostos que sempre vemos nos shows do Mana em geral, mas não lembro de ter encontrado ninguém que estava no Sensual Blue.
Por ordem do ingresso, começamos a fazer fila as 5:45 da tarde, membros do Mon+amour internacional seguindo na frente da versão japonesa. Durante esse meio tempo também tivemos a chance de comprar produtos oficiais. Havia uma mesa para o Moi dix Mois e uma para o Közi. No caso do Moi dix Mois, nada de novo havia para mim a não ser a camiseta da turnê que comprei mesmo sem usar. Mas só descobri em casa que a moça me deu a errada (risos). Oh, well. Quanto ao Közi, lembro de ter visto o último DVD, os álbuns, as camisetas novas e a caneca que ele apresentou no site recentemente.
Às seis em ponto começamos a entrar, não sem staffs perguntarem individualmente se tínhamos câmeras. Fiquei na primeira fila entre o Seth e o Mana.
Até então, apesar de lotado, o Osaka Muse não estava desconfortável. É uma casa de shows relativamente pequena, mas coube todo mundo bem sem maiores apertos. Alguns instantes antes do show começar, no entanto, as pessoas que estavam atrás empurraram com força, então acabamos imprensados contra a grade de proteção e assim ficamos até o fim da noite.
O Közi e sua banda abriram o show. E aqui devo pedir desculpas aos fãs da carreira solo dele porque não vou poder informar muito sobre as músicas tocadas. Ele estava usando uma calça de fundo largo, preta com bolas brancas, cintos punk, botas de plataforma, regata, camisa branca aberta de mangas compridas e por cima de tudo um colete. Muitas das tatuagens estavam à vista e gostei particularmente da que ele tem na mão direita, uma espécie de rede ou teia. Os cabelos estavam frisados e estilizados, e a maquiagem era forte em torno dos olhos (um deles estava com lente de contato branca) e nos lábios, que traziam um pouco de batom preto borrado. Durante todo o show o Közi usou a guitarra vermelha e preta, ????, mas algumas vezes apenas cantava e dançava. A famosa ?????? ficou em exibição exatamente do nosso lado.
O segundo guitarrista da banda usava um visual mais elegante com chapéu. O baixista estava simples, camisa e calca preta, e durante quase todo o show permaneceu com os cabelos em cima do rosto. Já o baterista era tão exagerado e performático na maquiagem, roupas e apresentação que assisti-lo tocar já era em si um show à parte.
Para minha felicidade, o Deep Sanctuary foi mesmo uma turnê dupla. Porque o Közi não apenas abriu para o Moi dix Moi. Ele tocou muitas músicas, com apenas um MC logo no inicio, onde cumprimentou o público dizendo "ohisashiburi" (há quanto tempo!). E apesar do foco da noite ser o Moi dix Mois, as pessoas reagiram muito bem à apresentação dele, principalmente porque o Közi prende a atenção de uma forma curiosa: além de ser muito charmoso na sua esquisitice e de dançar muito bem, ele frequentemente mexia no cabelo para assanhá-lo mais e encarava as pessoas de forma enigmática, como se não estivesse enxergando ninguém. Na maior parte das vezes parecia confortável em um mundo próprio, tocando, dançando e se divertindo.
Ele se aproximou várias vezes da primeira fila, mas não o suficiente para ser tocado. Já o outro guitarrista se aproximou diversas vezes para que tocássemos na guitarra e jogou algumas palhetas. Uma delas caiu exatamente nas minhas mãos.
Fomos filmados por uma staff com câmera amadora durante todo o tempo. A câmera me pareceu ser a do Mana que estamos acostumados a ver.
E assim cerca de uma hora e meia de um show excelente chegou ao fim. O Közi agradeceu e deixou o palco sob fortes aplausos.
As cortinas foram fechadas mais uma vez e esperamos cerca de 10 a 15 minutos até o Moi dix Mois entrar. Os staffs mudaram a posição das escadas ao lado do palco de forma tal que Mana e K podiam descer e ficar no espaço entre ele e a barreira. E também colaram novo set list na caixa aos pés do Seth.
Tenho uma péssima memória, então não lembro todas as músicas ou a ordem delas. E tentei muito lembrar o nome das duas novas que foram tocadas, mas sem sucesso. No entanto, lembro que as cortinas foram abertas ao som de Shadows Temple, o que deixou o público louco. E para a felicidade geral, eles usavam roupas diferentes.
O Mana estava com uma versão preta e azul marinho do seu figurino usual do palco: trazia uma gargantilha e blusa com rendas azuis nas pontas e uma saia azul por baixo da preta que fazia um efeito muito bonito. Além disso, tanto as fitas do corpete quanto a maquiagem eram azuis. E durante todo o show ele usou a Jeune Fille X Bronze, mas, como o Közi, exibiu a X Gips do nosso lado.
Seth usava sua roupa de sempre também, mas a segunda pele era vermelha e o casaco trazia detalhes na mesma cor nas bordas. A mudança mais radical foi no cabelo, que além das mechas vermelhas agora está cacheado. E fiquei impressionada com a potência da voz dele ao vivo, que não muda nem desafina, apesar do grande esforço que faz às vezes. E ele usou o famoso megafone com chifres, claro.
K também usava uma segunda pele de rede vermelha, mas o que mais me chamou a atenção foi ver o Sugiya de paletó e com um jabot/laço vermelho. Creio que a dele foi a mudança mais radical. Embora não tenha visto muito do Hayato por ele ser muito pequeno. Mesmo em pé ele ficava totalmente escondido pela bateria.
Todos me pareceram muito animados. Mana estava visivelmente satisfeito e tentou segurar o sorriso diversas vezes. Mas fiquei especialmente feliz em perceber que mesmo durante os shows ele tem sim muitas expressões faciais. Além de se deixar ver cochichando para os staffs ou no ouvido do Seth.
Isso foi logo durante o primeiro MC, aliás. Seth começou comentando que fazia tempo que não nos via e perguntando se estávamos nos divertindo. Quando todos responderam que sim, ele disse que estava feliz, mas, obedecendo ao provável pedido do Mana, pediu para que as pessoas de trás abrissem espaço porque nós da primeira fila parecíamos estar sofrendo.
Oh, o alívio... Mesmo que por alguns breves instantes. Algumas japonesas do meu lado estavam literalmente curvadas sobre a barreira e outras em posições absurdas. Perguntávamos constantemente umas as outras se estava tudo bem.
Uma de nós agradeceu e berrou um "yasashii" (que gentil!) logo após o pedido do Seth. No que ele prontamente respondeu: "Mochiron. Moi dix Mois desukara” (Mas é claro. Porque somos o Moi dix Mois), com voz sexy. Os risos e aplausos foram inúmeros.
O MC mais longo foi em Immortal Madness. Seth conversou e fez piada, além de passar o microfone para cada um dos membros da banda. Sugiya foi até a frente do palco para conversar conosco e parecia um pouco nervoso. K fez caras e bocas, como era de se esperar, e Hayato manteve o ritmo da música com o pé na bateria enquanto falava.
Claro que Mana foi o último para quem Seth tentou passar o microfone, mas ele declinou do pedido com uma expressão deveras adorável, com direito a torcida de nariz e tudo o mais. Mas o Seth insistiu e o Mana acabou aceitando. Pegou o microfone e foi até o centro do palco para fingir falar e ser dublado pelo K que estava de costas - como de costume.
O show só teve um bis, mas fechou a noite com chave de ouro. Todos os membros voltaram ao palco usando a camiseta do Deep Sanctuary. Mana tirou toda a parafernália extra do figurino e ficou só com a calça, as botas e a segunda pele, por cima da qual vestiu a camiseta nova.
Seth sentou na caixa na nossa frente e disse que a noite estava ótima, mas que ele estava cansado. Também nos explicou sobre o conceito da camiseta e a mescla de cores que representa o Mana e o Közi. E terminou por nos instruir a chamar esse último a voltar ao palco. Depois de duas tentativas, as pessoas berraram alto o suficiente o nome dele para que aparecesse.
Közi surgiu vestindo a blusa nova, como os outros, e andando meio curvado; mas para a risada geral, ele usou broches para prender as duas versões da sua camisa solo nova na parte de traz. E ainda veio bebendo algo na caneca vermelha, enquanto nos apresentava ela e dizia "kawaii desu ne" (bonitinha, não?). Seth teve que se abaixar para conter as risadas porque ‘bonitinho’ é a expressão que menos combina com o Közi.
Eles encerraram a noite com algo que soou como um cover aos meus ouvidos ignorantes musicalmente. Por estar muito próxima das caixas de som, ouvia tudo abafado, então não consegui entender o título. Mas Közi e Seth dividiram os vocais e Mana tocou com uma guitarra normal branca.
O clima e o ritmo da música eram de pura descontração. Todos dançaram livremente, incluindo o Mana. E o Közi quase nos matou esmagados na primeira fila quando decidiu se aproximar da barreira e puxar o Mana para um abraço caloroso e fraterno. O publico foi à loucura.
Quando a música terminou, todos acenaram e Mana fez a típica mesura no centro do palco. O show foi encerrado depois de três horas de pura diversão; Közi até se despediu dizendo "matta asatte" (até depois de amanhã). E eu não poderia estar mais satisfeita: depois de anos de antecipação, essa grande noite foi meu primeiro show do Moi dix Mois e ainda tive a chance de ver uma apresentação do Közi. Nada poderia ter sido mais perfeito. Mas minhas pernas estavam dormentes por conta da pressão contra a barreira e hoje descobri duas enormes marcas roxas nelas. Então, mesmo que antecipando o show de hoje à tarde, já estou com pena de mim depois dele.
Escrito por Sra. Fujiwara. Qualquer dúvida, crítica ou sugestão escreva para webmistress@m10m.com.br
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