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Inauguração da Moi-même-Moitié de Sendai Agosto de 2009
Decidi quando o evento foi anunciado no site oficial que iria para Sendai logo no primeiro dia de venda dos 'Memorial Pack', 28 de Agosto. E não poderia ter feito escolha melhor. Os pacotes estavam esgotados às 5 da tarde do mesmo dia. Mana inclusive comentou o fato no seu blog.
Cheguei ao prédio da Forus meia hora antes dele abrir, as dez da manhã, e cerca de 20 pessoas já estavam reunidas, todas obviamente com o mesmo objetivo que eu porque usavam ao menos alguma peça da Moi-même-Moitié.
Fomos autorizados a subir ao 7º andar, onde a loja está, no horário exato e logo na entrada desta as 50 sacolas especiais estavam dispostas sobre a grande bancada em forma de caixão.
De forma alguma era possÃvel distinguir o que o pacote continha: todos eram sacolas grandes da grife devidamente lacradas. A única informação disponÃvel era o tamanho, provavelmente por conta das peças masculinas.
Peguei a primeira sacola na minha frente com o tamanho 2, diferentemente da maioria, que ficou longos minutos fitando-as como se esperassem poder enxergar dentro. Paguei e recebi meu ingresso, de número 7, após assinar uma lista com o meu nome e telefone.
Visitar uma loja fÃsica da Moi-même-Moitié era um sonho antigo. Desde que me mudei para Tóquio tenho ido constantemente à Kera Shop Angel, onde a grife está sendo vendida, mas nada se assemelha ao prazer de ver de perto a decoração original da loja que o Mana compôs com tanto cuidado.
E ela é linda e elegante, como era de se esperar. Tudo é em preto e azul-marinho, claro, com uma pitada na medida certa da atmosfera gótica. Algumas peças são exibidas em manequins de ferro aqui e ali, incluindo dois na entrada que ficam ao lado de um grande quadro com o pôster oficial. Mas a maioria está em araras do mesmo material dispostas ao longo das paredes.
Acessórios são exibidos em pequenas estantes de vidro e no centro há um lindo tapete azul marinho com o logo da grife. Sobre ele fica a grande bancada em forma de caixão mencionada anteriormente. Próximo a ambos, há também um grande sofá azul marinho.
As paredes são na verdade divisórias de plástico, como as outras lojas, pois estão localizadas em um shopping. Mas estas foram devidamente cobertas para dar a impressão de pedra rústica, o que produz um efeito muito bonito de forma geral. Nelas foram penduradas correntes negras e rosas azuis em torno de toda a loja.
Como eu tinha um show do Art Cube à tarde, não fiquei muito tempo. Mas dei uma olhada geral no prédio e nas outras boutiques Lolita que também estavam abrindo ou renovando suas lojas. Almocei em um restaurante local (nada de lÃngua de vaca pra mim, prato tÃpico da região e recomendado por Mana no seu diário online essa semana) e peguei meu trem-bala de volta a Tóquio pouco depois.
Apesar de cansada, valeu a pena esperar pelo Art Cube, que tocou as 20:30h. O show foi excelente; fiquei entre o Seth/Seiji/Z e o Y-san, como sempre. Todos estavam empolgados dessa vez e, além dos olhares usuais para meu rosto feliz e estrangeiro na frente, N-san chegou até mesmo a cumprimentar, o que eu achei muito meigo.
Voltei para casa tarde e cansada o suficiente para apenas tomar banho e dormir. Mas não sem antes finalmente abrir meu pacote.
Para minha feliz surpresa, todas as peças são EGA, a versão mais madura e unissex da grife. E este foi sem duvida o melhor pacote que já vi ate hoje se comparado com outras lojas. Recebi um vestido e uma saia longa, duas blusas, uma tiara, um broche em forma de cruz e um pacote com brindes contendo o par de hashi oficial que recebemos na feira desse ano, um cartão postal e um espelho de mão.
Mas o melhor de tudo ainda estava por vir. Lá estava ele, no fundo da bolsa, o ingresso extra para tirar 2 fotos com o Mana.
Para quem não leu na pagina oficial, apenas 20 dentre as 50 sacolas continham esse ingresso.
Nele deverÃamos escrever nosso nome, endereço e telefone porque as fotos serão enviadas pelos correios amanhã. Creio que irão editá-las um pouco, claro.
Foi assim que decidi dar uma rebuscada melhor no visual. Não que eu fosse encontrar o Mana desarrumada, mas a oportunidade de tirar fotos com ele é única. Nem ao menos lembro quando ele fez isso antes. Então ao invés do pseudo-kodona de sempre usei um pseudo-aristocrat. Com direito a cachos no cabelo (sustentados por um litro de spray) e tudo o mais.
Pra variar, cheguei cedo ao local do evento e fui a primeira a ficar na fila. Os staffs da loja ainda estavam terminando os últimos preparativos, mas foram todos muito simpáticos e prestativos; agradeceram minha presença o tempo todo e se certificaram de que eu havia entendido tudo várias vezes. Incluindo o senhor que tinha me atendido no dia anterior e parece ser o gerente.
Aos poucos as outras pessoas foram chegando, a maioria vestia Moitié dos pés a cabeça e todos estavam muito elegantes. Incluindo duas estrangeiras, residentes de Sendai, com quem fiquei conversando até a hora marcada.
Dez minutos antes das 16h a chegada do Mana foi anunciada e ele entrou na loja rodeado de staffs, em todo o seu esplendor aristocrático.
Vestia uma camisa azul, calça de cintura alta e tinha o cabelo estilizado como o usual, mas um pouco menos alto. A maquiagem foi semelhante à que usou para o Sensual Blue em Maio, com direito a batom de tom rosado e maquiagem leve nos olhos. Também usava a lente de contato azul.
Ele chegou acanhado, cumprimentando com a cabeça e acenando sem jeito para todos enquanto alguns dos fãs reagiam eufóricos.
Alguns testes com as luzes foram feitos e dentro em pouco fui convidada a entrar na loja.
Mana esperava sentado confortavelmente no sofá azul, à frente do qual um centro com um bloco de papel e o marcador para o autógrafo estavam perfeitamente dispostos.
Ele me convidou a sentar ao seu lado com um gesto cavalheiro, como de costume, e pediu para segurar minhas mãos tão logo terminei de cumprimentá-lo. O aperto foi firme e carinhoso e a expressão no seu rosto combinava com meu sentimento de "há quanto tempo" muito bem.
Eu estava calma, mais ainda que da última vez que sentei ao lado dele. A sensação de carinho de minha parte e gratidão da parte dele se encontravam novamente.
Mana esperou que eu o entregasse o que havia levado para ser autografado. Ou ao menos assim entendi o olhar gentil e inquisitivo. Segundo o site oficial, tÃnhamos direito a um autógrafo, mas eles não especificaram se o receberÃamos em um flyer especial como no caso anterior. Então acabei decidindo levar o encarte do DIXANADU só por via das dúvidas.
A expressão em seu rosto quando abri o encarte onde 'Angelica' está foi deveras interessante. Especialmente quando entreguei meu ingresso onde tinha sido instruÃda a escrever meu nome. Ele parecia querer dizer um "ah, de fato!".
Mana tomou o papel em suas mãos e assinou o encarte com cuidado. E ainda teve a consideração de me entregar ambos juntos com o encarte aberto para que não borrasse o autógrafo enquanto a tinta não secava.
Agradeci e o deixei no meu colo por um tempo. Neste momento o fotógrafo se aproximou, um jovem e belo senhor de paletó e longos cabelos brilhosos. Como Mana normalmente só tira fotos com o Kenji Tsukagoshi, pergunto-me se realmente se tratava dele.
Ele repetiu as instruções dos assistentes da loja e disse que tirarÃamos 4 fotos: em uma delas eu deveria erguer o ingresso extra onde havia meu nome e endereço, provavelmente para fins de identificação. E nessa eu estaria só.
Logo após tirada, Mana se aproximou mais no sofá e me convidou a fazer o mesmo com gestos delicados. Bastante próximos um do outro (fiquei muito sem jeito) fizemos pose em silêncio para as 3 fotos seguintes. Tentei ao máximo não piscar (o que quase sempre acontece) e não sorrir tão abertamente (meu forte) porque acho que não combinaria com o clima. Mas, pensando bem, seria engraçado ver alguém com sorriso gigante ao lado do Mana.
Ele não se moveu muito do meu lado, mas mudou um pouco a posição do rosto em cada uma das fotos.
Por fim o fotógrafo disse que estava tudo ótimo e pegou minha identificação. Então Mana se voltou em minha direção para os cumprimentos finais.
Ele tomou minhas mãos novamente nas suas, apertou-as com carinho sorrindo de leve e eu agradeci outra vez enquanto olhava-o nos olhos como da primeira vez. Adoro o brilho sincero dos olhos dele.
Despedimo-nos e me preparei para partir fechando o encarte e segurando-o nas mãos. Levantei, curvei-me em agradecimento na direção dele, do fotógrafo e dos staffs, e finalmente deixei a loja.
Lá fora me despedi rápido das pessoas com quem conversei, todas muito nervosas, claro, e deixei o prédio para esperar meu shinkansen de volta a Tóquio no café onde essa review foi escrita.
Perdi a final da turnê de verão do Kaya ontem, bem como a festa para membros do fã clube logo após, mas mesmo tendo perdido ambos os ingressos, não me arrependo. Mana é meu artista favorito, afinal de contas. E Kaya tem muitos shows marcados até Novembro.
Agora é contar os dias para o próximo encontro no V-Rock Festival.
P.S.: Como no caso do Kaya, não irei postar as fotos com o Mana online quando recebê-las, desculpem. O fandom dele pode ser ainda mais assustador embora, sinceramente, não tenha tido nenhum problema até hoje. Mas é como dizem: o seguro morreu de velho.
Escrito por Sra. Fujiwara. Qualquer dúvida, crÃtica ou sugestão escreva para webmistress@m10m.com.br
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