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Primeiro oneman da Kanon Wakeshima Agosto de 2009
Ontem a Kanon fez seu primeiro oneman desde que começou a ser produzida pelo Mana. A casa de shows escolhida para a ocasião, Shibuya O-West, era grande e comportava bem os cerca de quinhentos ingressos vendidos para a noite. Mas de acordo com a fila e a quantidade de gente, creio que por volta de quatrocentas pessoas apenas compareceram. O que já é algo considerável em se tratando de uma artista nova.
Cheguei cedo ao local do show porque não o conhecia e temia ter que procurar um pouco. Mas me surpreendi comigo mesma porque meu senso de direção, péssimo normalmente, me levou direto até lá sem maiores problemas.
Meia dúzia de pessoas já podia ser vista perto da entrada, algumas observando as mesas com produtos oficias, que incluÃam o conjunto de cartões postais e a lata de balas que estão na foto. Havia também uma nécessaire vermelha com uma das gravuras da Kanon - que não comprei por não usar vermelho - e duas daquelas máquinas com bolas que contém brindes, que no caso eram buttons com imagens desenhadas por ela. Mas independentemente do que você escolhesse receberia o cartão autografado que também pode ser visto na foto.
Havia ainda a possibilidade de comprar um dentre sete desenhos emoldurados que seriam posteriormente autografados pela Kanon. Como gostei bastante da versão dela da Alice postada no site algum tempo atrás, e porque era a única imagem com detalhes em azul, acabei encomendando-a.
TÃnhamos que colocar nosso nome e telefone em uma lista e fomos instruÃdos a voltar lá após o show para pegá-la. Graças a isso, esse desenho acabou se tornando uma das lembranças mais queridas que consegui até hoje no Japão por razões que o fim dessa história irá explicar.
Aos poucos as pessoas começaram a chegar. Como era de se esperar, uma quantidade enorme de Lolitas estava presente, muitas vestindo Moi-même-Moitié. Mas fiquei surpresa mesmo foi com o grande número de homens; um inclusive encomendou uma das outras seis imagens emolduradas.
Às 17:30 os números dos ingressos começaram a ser chamados. A casa de shows estava banhada por uma luz tênue e o palco era simples: duas poltronas de design antigo nas extremidades, cada uma sustentando um dos violoncelos: o vermelho à esquerda e o branco à direita. Atrás, no centro, a moldura que vemos na capa do Shinshoku Dolce estava suspensa no ar; atrás dela a Kanon apresentou "Monochrome Frame". Em um dos lados dessa moldura, em destaque, havia um celo de aparência antiga que descobrimos ser o instrumento que ela tem desde o ginásio. Ela o apresentou como um grande amigo. Do outro lado havia ainda um suporte com o que parecia ser um livro e um xilofone. Esse último parece ser o dono do som de caixa de música que ouvimos nos trabalhos dela; a Kanon o tocou ao vivo em algumas ocasiões.
SWEET TICKET deu inÃcio ao show à s 18:30h. Kanon surgiu com uma longa capa preta com gola branca felpuda sobre o famoso vestido vermelho. Além disso, usava um microfone preso ao rosto. E foi vestida assim que ela abriu a noite com ‘Still Doll’, fazendo inclusive os movimentos mecânicos de boneca.
O som do instrumento e da voz dela estavam lÃmpidos, na altura certa para não incomodar. E fiquei feliz ao notar que a Kanon tem uma voz bastante firme cantando ao vivo. Mas ainda mais surpresa fiquei durante os MCs porque ela fala de uma forma completamente diferente. Ainda meiga, mas em um tom muito mais baixo e feminino. E aqui devo mencionar o quanto ela é cativante no palco: extremamente delicada e gentil, e dona de um sorriso adorável, embora os dentes da frente sejam levemente protuberantes.
Ela não me pareceu nervosa em momento algum, ainda que em algumas ocasiões o público tenha demorado a reagir aos seus comentários. Mas no decorrer da noite todos acabaram contagiados pelo charme natural da moça e respondiam com entusiasmo quando o momento exigia.
O show teve diversos MCs. Em um deles ela explicou o conceito da noite, que foi baseado no conto 『絵画的音楽会〠publicado em quatro partes no site oficial. As imagens que o ilustram, aliás, foram exibidas em uma grande tela atrás do palco e quando surgiam a Kanon fingia ler um livro enquanto sua voz gravada declamava o conto em tom lÃrico. As quatro partes da história dividiram o show.
Ela também comentou sobre a ida recente aos EUA e à Paris, mencionando a presença de muitos cosplayers e Lolitas em ambas as ocasiões. Disse que se divertiu, mas que sentiu bastante falta do Japão e que por isso estava feliz em estar de volta. Durante todo o tempo ela fazia questão de olhar firme para as pessoas presentes, chegando mesmo a comentar sobre os visuais de alguns. Uma garota foi interrogada quanto ao tema que a inspirou a se vestir, mas acabou assustada demais para responder algo coerente.
Inclusive, para a apresentação de uma das músicas (creio que L'espoir), ela usou um arco com orelhas de gato e depois ficamos sabendo que ele foi comprado na Japan Expo especialmente para essa ocasião. Uma moça o recebeu das mãos da Kanon no final da apresentação.
Pelo que consigo lembrar, todas as músicas do álbum foram tocadas, "Still Doll", "Kagami" e "Kuroi Torikago" tendo sido as três primeiras. E durante "Ennui Kibun!" ela chegou a brincar quando o telefone toca, perguntando quem tinha deixado o celular ligado e pedindo para que o colocássemos no modo silencioso durante shows.
Após o intervalo, Kanon ressurgiu com o vestido branco, para deleite da audiência que não cansou de gritar "kirei" (que linda!) e "kawaii" (que fofa!). E ela também revezava entre o celo branco e o vermelho, dependendo da música, porque estavam afinados de forma diferente, de acordo com a própria. O celo antigo ela usou em apenas uma ocasião, quando tocou a sinfonia número 1 de Bach para violoncelo (prelude). A apresentação foi tão intensa que me peguei emocionada diversas vezes: a harmonia dela com o instrumento é algo formidável.
Aliás, confesso que estava temerosa quanto ao show. Não tinha certeza se ela tinha condições de prender a atenção do público por duas horas. Mas a moça é cativante na sua inocência e agora entendo perfeitamente o que chamou a atenção do Mana - fora o óbvio talento. Mesmo sozinha em meio aos seus instrumentos e no centro dos holofotes, ela consegue fazer com que todos entrem no seu mundo de contos de fadas. E é tudo tão natural, singelo e elegante que é impossÃvel não gostar.
Tanto que as pessoas lamentaram alto quando ela anunciou a última música da noite, o que a deixou visivelmente feliz e agradecida. E para encerrar com chave de ouro, Kanon apresentou "skip turn step", minha música favorita. Durante a performance ela usou uma linda sombrinha branca rendada, para combinar com o vestido. E deixou o palco após vários agradecimentos e mesuras, além de ter apertado a mão de cada uma das pessoas da frente.
Aplaudimos durante cerca de 10 minutos em um ritmo que pedia bis. Kanon voltou pouco depois e para agradecer nosso suporte disse que trouxe uma música nova: "Toumei no Kagi", que - se meus ouvidos não falharam - ainda foi composta com o Mana. A música segue a linha dos trabalhos anteriores, mas tem muito mais violoncelo (ao menos ao vivo) e é bastante cativante.
Após a apresentação ela agradeceu novamente e disse que nos encontraria em breve antes de deixar o palco de vez.
Duas horas de um show que tinha tudo para ser monótono passaram bem rápido e fiquei com aquela sensação boa de quem quer mais. Agora sim farei questão de segui-la de perto, mesmo sem o Mana para produzi-la.
E graças à espera pela imagem emoldurada, fui uma das últimas pessoas a deixar o local do show. Aguardei cerca de 30min até a Kanon se refazer e autografar meu desenho. Enquanto isso, observei o movimento e conversei com os outros fãs que esperavam o mesmo que eu. As reações em geral foram muito boas e fiquei contente por ela.
Grata pela noite e pelo fim de semana intenso (vi outro show do Art Cube na sexta e um do THE VELVET no sábado, ambos com a chounohana), segui caminhando calmamente pela rua enquanto ouvia música no iPhone. E lá estava eu, concentrada nos detalhes do show, revivendo os melhores momentos no sinal de trânsito da avenida principal quando uma figura de porte esguio, ombros estreitos e postura relaxada do meu lado esquerdo chamou a atenção.
Vestia um conjunto extremamente familiar de paletó preto de risca de giz, plataforma levemente alta e bolsa com a estampa de catedral da Moi-même-Moitié. Até então nada parecia fora do normal: como mencionei, muita gente vestiu a grife do Mana para a ocasião.
Mas a surpresa veio quando dirigi meu olhar para os cabelos pretos que emolduravam um rosto sem maquiagem, de pele pálida e traços delicados, e que usava óculos escuros em plena noite. Lá estava ele, o próprio Mana, produtor atencioso e cidadão comum de Tóquio esperando o sinal ficar verde para atravessar a rua.
Fiquei tão embasbacada que duvidei dos meus olhos por breves instantes. Mas os lábios finos e bem desenhados e o nariz caracterÃstico são absolutamente inconfundÃveis. E apesar de tê-lo conhecido em Maio e o visto de muito perto durante os últimos shows em Osaka e Tóquio, consegui ficar mais encantada do que nas ocasiões anteriores. Provavelmente porque foi um encontro completamente inesperado.
Ele notou minha presença, pois olhou em minha direção; e é provável que tenha visto o excesso de Moitié que eu usava, por isso tentou disfarçar um pouco, mas acho que se deu conta de que seria impossÃvel que eu não o tivesse reconhecido.
No entanto, sou uma pessoa tranqüila por natureza e respeito demais o Mana como artista e pessoa para sequer pensar em fazer algo além de permanecer quieta como os outros ao nosso redor. Esperamos o sinal abrir em silêncio e para que ele tivesse certeza de que eu não faria nada que o deixasse constrangido, diminui o ritmo dos meus passos e o deixei seguir na frente. O perfume forte e agridoce que o seguia foi o detalhe que faltava para confirmar que se tratava realmente do Mana. Eu jamais esquecerei aquele aroma que conheci em Maio.
Atravessamos a avenida, ele no seu passo sereno e eu tentando deixá-lo o mais à vontade possÃvel. Mana acabou por parar na calçada oposta e eu, que deveria virar à esquerda para seguir até a estação, apenas sorri e fiz uma leve mesura quando passei por ele. Não olhei para trás, mas tive que parar um pouco à frente para olhar o mapa no iPhone.
Cheguei à estação sem dificuldade, mas meu nÃvel de adrenalina e felicidade estavam tão altos que nem ao menos notei quando peguei o trem errado para voltar. (risos) Sinceramente, sou tão abençoada que vim durante todo o caminho agradecendo a ótima semana, mas também a sorte absurda que pareço ter como fã do Mana.
Enfim, foi uma ótima noite com o final mais perfeito de todos. Espero que a Kanon faça algo novo em breve. E estou contando os dias para ver o Mana no palco novamente em Outubro, mas juro que não ficarei nada triste se o encontrar outra vez na rua assim, de forma tão casual.
A Kanon postou o set-list do show hoje (12/09):
still doll
é¡
é»’ã„é³¥ç±
真紅ã®ãƒ•ェータリズãƒ
ç ‚ã®ãŠåŸŽ
monochrome frame
ãƒãƒƒãƒç„¡ä¼´å¥ãƒã‚§ãƒçµ„曲第一番 プレリュード
マボãƒã‚·
L'espoirï½žé”æ³•ã®èµ¤ã„糸~
白ã„心
アンニュイ気分ï¼
skip turn step♪
逿˜Žã®éµ
Escrito por Sra. Fujiwara. Qualquer dúvida, crÃtica ou sugestão escreva para webmistress@m10m.com.br
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